Você quer casar comigo?

Se você disse sim, você só pode ser doido.

Ah! Tudo bem, eu sou casado, não tem como casar duas vezes. Até por que minha esposa não deixaria. Não somos adeptos do poliamor.

Mas vamos fazer o seguinte, vai ali na janela, olha lá pra rua.

Veja aquela pessoa andando na calçada. Imagine você agora, chegando e dizendo “quer casar comigo?”.

Acredito que 99% receberão um sonoro NÃO como resposta.

Os outros 1% a gente não considera… é tudo doido.

Casar com uma pessoa é um compromisso muito sério. Mesmo com a possibilidade de desfeita do contrato, ninguém casa buscando um dia a separação. Dizemos “sim” pensando em viver com aquela pessoa por toda a vida.

O seu dinheiro também é algo muito sério. Trabalhamos muito para conseguí-lo. Se um cidadão chegar pra você na rua e disser “me passa seu dinheiro…” não ostentando nenhum revólver na mão, provavelmente você dará risada ou um soco bem no meio da fuça do rapaz.

Agora eu lhe pergunto…

Como é que você quer, do nada, pedir para a sua audiência comprar alguma coisa de você se você não costuma conversar com essa audiência?

“Ah! Bruno! Eu não mando email, não mando por que tenho medo de encher o saco… o povo se descadastrar, não querer saber mais de mim…”

Primeiro.

Se você ficar enviando o tempo todo email de propaganda pra sua audiência, sem entregar nada que preste, uma mísera história que pelo menos faça a pessoa se emocionar de alguma forma, uma dica, uma receita de bolo, uma estratégia, alguma coisa que a pessoa leia e se sinta pelo menos 0,1% melhor…

Se não tiver nada além da sua propaganda pedindo pro cara clicar e comprar…

É meu amigo… desse jeito você estará enchendo o saco.

Agora se você conversa com sua audiência em seus emails, aí o negócio é diferente. E não precisa ser necessariamente ser um email ensinando nada não. Pense da seguinte forma.

“Vou escrever um email agora para um amigo. Se eu fosse escrever para o meu amigo, como é que eu escreveria?”

Provavelmente você não botaria uma seta indicando um link. Apenas colocaria o link.

Não deixaria o texto todo negritado a cada 3 palavras.

E não ficaria pedindo pro seu amigo pra comprar alguma coisa sua em 100% das mensagens.

Então, o que você deve fazer?

Simplesmente escreva.

Você passou por alguma situação curiosa hoje e de interesse do seu público? Escreva um email pra eles, nem precisa ter link nenhum. Apenas escreva.

Seu público vai começar a se relacionar com você como se relaciona com um amigo. Se eles responderem seu email, responda de volta. Inicie uma conversa.

Essa conversa vai se tornar um relacionamento de amizade e depois de algumas dezenas de emails, as pessoas sentirão que você é alguém confiável e especialista em determinado assunto. Assim, naturalmente, você vai indicar um produto seu e essa pessoa vai aceitar comprar ou pelo menos lhe ouvir.

Isso é o que chamamos no marketing de “esquentar lista”. Só que uma vez esquentada, você não pode deixar esfriar. Tem que deixar a lista quente o tempo todo.

Como?

Mantendo a conversa.

“Ah! Bruno! Mas o pessoal mesmo assim pode encher o saco e se descadastrar…”

Se você está conversando com elas, sem mandar propaganda o tempo todo, sem ficar pedindo pra pessoa comprar alguma coisa em todas as mensagens, fique ciente que, nesse caso, as pessoas que estão se descastrando realmente não são o seu público.

Provavelmente se interessaram por alguma ação sua muito pontual. Um ebook por exemplo. Queriam saber sobre aquilo, cadastraram o email, leram o ebook e tchau. Você não é interessante pra elas e se elas se descadastrarem isso é muito bom, pois na lista só ficarão aqueles que realmente gostam de você e do seu trabalho.

Com isso você criará uma lista muito poderosa. Mais vale uma lista de emails com 100 pessoas que te amam do que 100 mil emails com 99.900 pessoas que não estão nem aí pra você, só fazem você pagar mais pela assinatura do email marketing, faz diminuir sua taxa de abertura de email correndo o risco de te taxarem de spammer e ainda por cima não compram nada de você.

E é conversando com sua audiência e se relacionando com ela

que você poderá um dia, numa linda noite de luar, dizer “e aí… quer casar comigo? Então clique aqui.”

;*

brunoavila

Bruno Ávila é publicitário e pós-graduado em Marketing Digital pela Fundação Getúlio Vargas. Abriu sua própria agência em 1997, atendendo grandes clientes brasileiros. De 2001 a 2003 foi diretor de criação web do Grupo de Comunicação O Povo. Foi ganhador de três prêmios IBest, maior prêmio da Internet brasileira. Há 10 anos dirige a Ávila EAD, empresa voltada para soluções em educação a distância. Ministra cursos específicos sobre Design, Publicidade, Marketing e Empreendedorismo por onde já passaram mais de 15 mil alunos. Bruno é autor dos livros "As 8 Estratégias para Ser Notável" e "Como Ganhar Dinheiro com Cursos Online".

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